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quarta-feira, 6 de julho de 2011

O preço de um milagre



Uma garotinha foi para o quarto e pegou um vidro de geléia que estava escondido no armário e derramou todas as moedas no chão. Contou uma por uma, com muito cuidado, três vezes. O total precisava estar exatamente correto. Não havia chance para erros. Colocando as moedas de volta no vidro e tampando-o bem, saiu pela porta dos fundos em direção à farmácia Rexall, cuja placa acima da porta tinha o rosto de um índio. Esperou com paciência o farmacêutico lhe dirigir a palavra, mas ele estava ocupado demais. A garotinha ficou arrastando os pés para chamar atenção, mas nada. Pigarreou, fazendo o som mais enojante possível, mas não adiantou nada. Por fim tirou uma moeda de 25 centavos do frasco e bateu com ela no vidro do balcão. E funcionou!
- O que você quer? - perguntou o farmacêutico irritado. - Estou conversando com o meu irmão de Chicago que não vejo há anos! - explicou ele sem esperar uma resposta.
- Bem, eu queria falar com o senhor sobre o meu irmão - respondeu Tess no mesmo tom irritado. - Ele está muito, muito doente mesmo, e eu quero comprar um milagre.
- Desculpe, não entendi. - disse o farmacêutico.
- O nome dele é Andrew. Tem um caroço muito ruim crescendo dentro da cabeça dele e o meu pai diz que ele precisa de um milagre. Então eu queria saber quanto custa um milagre.
- Garotinha, aqui nós não vendemos milagres. Sinto muito, mas não posso ajudá-la. - explicou o farmacêutico num tom mais compreensivo.
- Eu tenho dinheiro. Se não for suficiente vou buscar o resto. O senhor só precisa me dizer quanto custa.
O irmão do farmacêutico, um senhor bem aparentado, abaixou-se um pouco para perguntar à menininha de que tipo de milagre o irmão dela precisava.
- Não sei. Só sei que ele está muito doente e a minha mãe disse que ele precisa de uma operação, mas o meu pai não tem condições de pagar, então eu queria usar o meu dinheiro.
- Quanto você tem? - perguntou o senhor da cidade grande.
- Um dólar e onze centavos - respondeu a garotinha bem baixinho. - E não tenho mais nada. Mas posso arranjar mais se for preciso.
- Mas que coincidência! - disse o homem sorrindo. - Um dólar e onze centavos! O preço exato de um milagre para irmãozinhos!
Pegando o dinheiro com uma das mãos e segurando com a outra a mão da menininha, ele disse:
- Mostre-me onde você mora, porque quero ver o seu irmão e conhecer os seus pais. Vamos ver se tenho o tipo de milagre que você precisa..
Aquele senhor elegante era o Dr. Carlton Armstrong, um neurocirurgião. A cirurgia foi feita sem ônus para a família, e depois de pouco tempo Andrew teve alta e voltou para casa. Os pais estavam conversando alegremente sobre todos os acontecimentos que os levaram àquele ponto, quando a mãe disse em voz baixa:
- Aquela operação foi um milagre. Quanto será que custaria?
A garotinha sorriu, pois sabia exatamente o preço: um dólar e onze centavos! - Mais a fé de uma criancinha.
Em nossas vidas, nunca sabemos quantos milagres precisaremos. Um milagre não é o adiamento de uma lei natural, mas a operação de uma lei superior. Sei que você vai passar esta bola pra frente!
Lá vai ela. Jogue de volta para alguém que significa algo para você! Uma bola é um círculo, sem início, sem fim. Ela nos mantém unidos como nosso Círculo de Amigos. Mas o tesouro interior que você verá é o tesouro da amizade que você me concedeu.
Hoje eu passo a bola da amizade para você. Passe ela para alguém que seja um amigo seu.

domingo, 19 de junho de 2011

A lei do caminhão de lixo


Um dia peguei um táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara. E ele o fez bastante amigavelmente.


Assim eu perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!' Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo 'A Lei do Caminhão de Lixo". Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente.


Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os seus caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar cedo de manhã com remorso, assim...


Ame as pessoas que lhe tratam bem.
Ore pelas que não o fazem.
E tenha um dia abençoado, livre de lixo!


Lembrem-se da sabedoria da água:
'Ela nunca discute com seus obstáculos, simplesmente os contorna'.
Autor desconhecido


Uma semana cheia de Paz e muitas Alegrias!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Controle


Para muita gente, o sonho de controlar outras pessoas chega a ser uma verdadeira obsessão. Seja em casa ou na empresa, no trânsito ou na escola, na comunidade religiosa ou na fila do banco. Ninguém gosta de estar por perto de uma pessoa assim. Só o que não percebemos é que pode ser que essa “pessoa” pode eventualmente ser eu ou você! Queremos conquistar o mundo e controlar a humanidade. Mas esquecemos de começar com o controle de nós mesmos.


Por isso, o alerta do homem mais sábio do mundo, o grande Salomão, cai como uma luva. Se você não domina a si mesmo, ainda que consiga dominar os outros (pela imposição, pela força, pelo poder do cargo que ocupa, pela ameaça ou até mesmo pela competência ou carisma), qual é o valor disso?


Olho pela janela. E se eu conseguisse controlar por um instante tudo o que se passa em cada uma dessas casas, fábricas, lojas e estabelecimentos governamentais que meus olhos visualizam? E se pudesse determinar o que cada um desses motoristas que passam com pressa deve fazer?


Ainda assim não seria nada, se antes disso não puder controlar o meu próprio “eu”.


Pensando bem:


"Melhor é o homem paciente do que o guerreiro, mais vale controlar o seu espírito do que conquistar uma cidade." (Salomão)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ser Chique!



Nunca o termo "chique" foi tão usado para qualificar pessoas, como nos dias de hoje. A verdade é que ninguém é chique por decreto. E algumas boas coisas da vida, infelizmente, não estão à venda. Elegância é uma delas. Assim, para ser chique é preciso muito mais que um guarda-roupa ou closet recheado de grifes famosas e importadas. Muito mais que um belo carro italiano.


O que faz uma pessoa chique, não é o que essa pessoa tem, mas a forma como ela se comporta perante a vida.


Chique mesmo é quem fala baixo. Quem não procura chamar atenção com suas risadas muito altas, nem por seus imensos decotes e nem precisa contar vantagens, mesmo quando estas são verdadeiras.
Chique é atrair, mesmo sem querer, todos os olhares, porque se tem brilho próprio.
Chique mesmo é ser discreto, não fazer perguntas ou insinuações inoportunas, nem procurar saber o que não é da sua conta.
Chique mesmo é parar na faixa e dar passagem ao pedestre e evitar se deixar levar pela mania nacional de jogar lixo na rua.
Chique mesmo é dar bom dia ao porteiro do seu prédio e às pessoas que estão no elevador. É lembrar do aniversário dos amigos.
Chique mesmo é não se exceder jamais! Nem na bebida, nem na comida, nem na maneira de se vestir.
Chique mesmo é olhar nos olhos do seu interlocutor. É "desligar o radar" quando estiverem sentados à mesa do restaurante, e prestar verdadeira atenção à sua companhia.
Chique mesmo é honrar a sua palavra, ser grato a quem o ajuda, correto com quem você se relaciona e honesto nos seus negócios.
Chique mesmo é não fazer a menor questão de aparecer, ainda que você seja o homenageado da noite!


No entanto, para ser chique, chique mesmo, você tem, antes de tudo, de se lembrar sempre de quão breve é a vida e de que, ao final e ao cabo, vamos todos retornar ao mesmo lugar, na mesma forma de energia.


Portanto, não gaste sua energia com o que não tem valor, não desperdice as pessoas interessantes com quem se encontrar e não aceite, em hipótese alguma, fazer qualquer coisa que não lhe faça bem. Porque, no final das contas, chique mesmo é ser feliz!


Autor desconhecido

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os últimos três desejos de Alexandre, o Grande


Um belo texto para refletir-mos

Conta-se que quando estava à beira da morte, Alexandre, o Grande convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1-) Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2-) Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas);

3-) Que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão: à vista de todos.
Um dos seus generais, admirado com esses desejos incomuns, perguntou a Alexandre quais as razões para tal desejo. Alexandre explicou:

1-) Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2-) Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3-) Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Escolhas de uma vida




















A certa altura do filme Crimes e Pecados, o personagem interpretado por Woody Allen diz: "Nós somos a soma das nossas decisões".

Essa frase acomodou-se na minha massa cinzenta e de lá nunca mais saiu. Compartilho do ceticismo de Allen: a gente é o que a gente escolhe ser, o destino pouco tem a ver com isso.

Desde pequenos aprendemos que, ao fazer uma opção,estamos descartando outra, e de opção em opção vamos tecendo essa teia que se convencionou chamar "minha vida".

Não é tarefa fácil. No momento em que se escolhe ser médico, se está abrindo mão de ser piloto de avião. Ao optar pela vida de atriz, será quase impossível conciliar com a arquitetura. No amor, a mesma coisa: namora-se um, outro, e mais outro, num excitante vaivém de romances. Até que chega um momento em que é preciso decidir entre passar o resto da vida sem compromisso formal com alguém, apenas vivenciando amores e deixando-os ir embora quando se findam, ou casar, e através do casamento fundar uma microempresa, com direito a casa própria, orçamento doméstico e responsabilidades.

As duas opções têm seus prós e contras: viver sem laços e viver com laços...

Escolha: beber até cair ou virar vegetariano e budista? Todas as alternativas são válidas, mas há um preço a pagar por elas.

Quem dera pudéssemos ser uma pessoa diferente a cada 6 meses, ser casados de segunda a sexta e solteiros nos finais de semana, ter filhos quando se está bem-disposto e não tê-los quando se está cansado. Por isso é tão importante o auto conhecimento. Por isso é necessário ler muito, ouvir os outros, estagiar em várias tribos, prestar atenção ao que acontece em volta e não cultivar preconceitos. Nossas escolhas não podem ser apenas intuitivas, elas têm que refletir o que a gente é. Lógico que se deve reavaliar decisões e trocar de caminho: Ninguém é o mesmo para sempre.

Mas que essas mudanças de rota venham para acrescentar, e não para anular a vivência do caminho anteriormente percorrido. A estrada é longa e o tempo é curto.Não deixe de fazer nada que queira, mas tenha responsabilidade e maturidade para arcar com as conseqüências destas ações.

Lembrem-se: suas escolhas têm 50% de chance de darem certo, mas também 50% de chance de darem errado. A escolha é sua...!


Pedro Bial

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Não quero um Deus que funcione



Já decidi: não quero um deus que funcione segundo minhas expectativas.
Não quero um deus que funcione de acordo com minhas orações.
Não quero um deus que funcione de acordo com a minha noção de justiça.
Não quero um deus que funcione a partir das minhas chantagens religiosas e minha birra espiritual.
Não quero um deus que funcione na solução dos meus problemas, para me arranjar um emprego, para curar meu filho, para me ajudar a realizar meus sonhos.
Não quero um deus que funcione toda vez que me coloco para cultuá-lo e ouvir Sua palavra.
Não quero um deus que funcione à base da manivela da minha prática religiosa e de minha limitada piedade.
Não quero um deus que funcione para aliviar minha mente estressada e meu coração carregado dos cuidados deste mundo.
Não quero um deus que seja à minha imagem e semelhança.
Rejeito este relacionamento utilitário com Deus. De olhar para Ele como uma máquina de abençoar pessoas. Como essas máquinas de refrigerante que a gente encontra nas lojas de conveniência. Uma máquina que, para funcionar, precisa das moedas da oração, da leitura da bíblia, do jejum, da participação regular nas atividades da igreja, do exercício constante e rígido para manter a santidade e não pecar, e assim por diante. Não quero um deus conveniente.
Rejeito esse evangelho que diz que Deus irá me abençoar apenas quando eu fizer determinadas coisas corretamente, que irá amar-me mais se eu tiver determinadas atitudes, que irá escolher-me para coisas importantes se meu coração estiver perfeito em sua presença.
Não quero um deus que funcione a partir de mim mesmo. Esse não é o deus verdadeiro, mas sim o resultado frágil do meu próprio egoísmo, que lá no fundo busca um deus que lhe sirva para todos os fins.
Não, não quero um deus para funcionar. Hoje eu quero um Deus para me relacionar, para conhecer na intimidade, para reconhecer Sua soberania e submeter-me aos Seus propósitos. Quero um Deus para adorar, para amar, para me entregar, ainda que em minha vida as coisas não funcionem como eu gostaria . Quero um Deus para crer e manter-me fiel, ainda que isso implique em permanecer enfermo, desempregado, ou viver outras circunstâncias contrárias.
Não estou procurando funcionalidade, mas relacionamento. Talvez o mesmo relacionamento do filho pródigo com seu pai (Lc 15). Um relacionamento baseado na graça e no amor do Pai, o qual, em todo o tempo, manteve aberta a porta do abraço e do beijo.
Quero ter com Deus o relacionamento de Arão, cujo privilégio foi ouvir do próprio Deus: “Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás,: eu sou a tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel.” (Números 18:20).
Já decidi: esse será o grande alvo da minha vida!


Pr. Luiz Henrique Solano Rossi
Pastor da Igreja Presbiteriana “Cristo é Vida” de Bridgeport, Connecticut

terça-feira, 10 de maio de 2011

Do que temos medo??



Do que temos medo?
O medo é a valorização da vida, é o sentimento inato de autopreservação; é a última e a primeira das sensações.

O medo é o que nos livra do perigo, nos impede de ir ou nos impele a correr e correr encontrando energias além da que imaginávamos ter.

O medo nos livra ou nos prende; liberta ou nos mantém cativos numa expectação de morte.
Morte? Sim. O medo não é poesia, não é romantismo. É biologia.

Quando experimentamos o medo nos negócios, ainda que nossa consciência diga que é algo do momento ou da circunstância o cérebro entende como autopreservação da vida. Ele trata como questão de morte.

Quando temos medo do mundo, medo do futuro, medo do passado. Quando criamos medos e vivemos em função deles, alimentamos nosso cérebro de constantes perigos de morte e será assim que ele interpretará a vida e assim ele responderá a ela, nos travando (não encontrando caminhos e respostas, dando voltas e voltas em seus pensamentos sem sair do lugar) ou nos fazendo correr – e aqui encontramos a ansiedade, os tropeços nas ações, a vontade de ter logo para não perder, as palavras mal colocadas, a energia súbita que chamo de euforia.

O medo constante cria identidades: os relutantes, os culpados de tudo, os evasivos, os extrovertidos ao extremo – os desequilibrados.

O medo constante não nos permite olhar os erros como apenas erros de percurso ou erros sistêmicos, não. Ele traz pra dentro como identidade o que deveria permanecer do lado de fora.

Temos medo de que? Temos medo de sofrer, do novo, de não dar certo, do fracasso, de começar de novo, da perda, do não como resposta. É assim que pintamos o que o cérebro lê como medo de morrer.

Quando leio, “Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo!" (Mt 14:27), “Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantem-se! Não tenham medo!" (Mt 17:7), “Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?” (Mc 4:40), penso que ele constantemente nos chama à liberdade de tudo o que nos prende, da mentira de uma morte sempre iminente.

É hora de olharmos para o que traz vida! É hora de crermos que a morte foi tragada pela vida e de que é para a vida que fomos criados. Nossos erros serão apenas erros, nossas falhas serão apenas falhas (coisa ruim é claro), mas que estão do lado de fora.
É hora de pararmos e mudarmos nossos hábitos alimentares. Alimentar nossos cérebros de alegria e vida, vida, vida.

É hora de praticar esportes radicais, viajar, amar, fazer compras, fazer negócios, transformar essa adrenalina do medo em hormônio de prazer e viver o “dia chamado HOJE!” (Hebreus 4).

Bem, isso é o QSinto!

- Luciano Carvalho

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rastros na Neve



"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". (João 14:6).


"E em nenhum outro há salvação". (Atos 4:12).


Certa noite, um fazendeiro canadense teve de cruzar uma grande planície completamente coberta de neve. O céu estava escuro, sem estrelas e não havia o menor sinal da estrada, pois a camada de neve era muito grossa. De repente, ele percebeu que se perdera e começou a sentir medo. Então notou alguns rastros recentes deixados por uma carruagem. Cheio de esperança, meteu as esporas nos cavalos e logo alcançou a outra carruagem.


Ao vê-lo, o cocheiro perguntou: “Para onde você está indo, amigo?” – “Estou seguindo você”, foi a resposta do fazendeiro. “Mas eu não tenho a menor idéia de onde estamos. Você poderia tomar a liderança e me mostrar o caminho?” Os dois homens ficaram apavorados quando se deram conta da situação em que estavam. Se uma rajada de vento não levasse as nuvens embora e as estrelas não aparecessem, ficariam perdidos na imensidão e talvez morreriam congelados. Pouco depois, suspiraram aliviados ao ver a estrela polar, o que lhes permitiu encontrar o caminho para casa.


Nós também não agimos frequentemente como esses dois homens? Quantas vezes seguimos outras pessoas copiando o que fazem? Será que é necessário que algo terrível aconteça para percebermos que estamos perdidos, sem respostas, sem direção e a partir daí buscarmos o Deus vivo? Já paramos para pensar onde nossos caminhos, ou seja, nossas crenças atuais estão nos levando?


Quem quiser saber a resposta é só tirar os olhos das pessoas e das trilhas incertas e procurar pelo Senhor Jesus. Ele é o caminho seguro, Ele é a verdade que jamais nos deixará perdidos, Ele é a vida, que é a “luz dos homens” (João 1:4). Portanto, não há caminho, verdade nem vida fora dEle.




Extraído do devocional BOA SEMENTE

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Depende das mãos


Uma bola de basquete em minhas mãos vale R$35,00. Uma bola de basquete nas mãos do Oscar vale R$70,00. Depende das mãos que a seguram.


Uma bola de vôlei nas minhas mãos vale uns R$25,00. Uma bola de vôlei nas mãos do Tande vale uns R$50,00. Depende das mãos que a seguram.


Uma raquete de tênis em minhas mãos não tem uso algum. Uma raquete de tênis nas mãos do Guga o tornou o atual número 1 do mundo. Depende das mãos que a seguram.


Uma vara em minhas mãos vai manter animais afastados de mim. Uma vara nas mãos de Moisés abriu o Mar Vermelho. Depende das mãos que a seguram.


Um estilingue nas minhas mãos é um brinquedo. Um estilingue nas mãos de Davi se tornou uma arma poderosa. Depende das mãos que o seguram.


Dois peixes e cinco pães em minhas mãos se tornarão alguns sanduíches. Dois peixes e cinco pães nas mãos de Jesus podem alimentar multidões. Depende das mãos que os seguram.


Pregos em minhas mãos podem significar a construção de uma casa. Pregos nas mãos de Jesus significam a salvação do mundo inteiro. Depende das mãos...


Como você pode concluir agora, que tudo depende das mãos... Então, coloque suas preocupações, interesses, temores, anseios, sonhos, sua família, e seus relacionamentos nas mãos de Deus. Pois tudo depende das mãos que os têm.


Autor: desconhecido

terça-feira, 19 de abril de 2011

A alma dos diferentes



O mundo ainda não aprendeu a lidar com seres humanos diferentes da média.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errado. Para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não aguentarem, caso um dia venham a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição. Nunca é um chato. Mas é sempre confundido com ele por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está diferente, talentos são rechaçados; vitórias são adiadas; esperanças são mortas. Um diferente medroso, este sim acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.

O diferente começa a sofrer cedo, desde o colégio, onde todos os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns professores por omissão (principalmente os mais grossos), se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial, em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em "- puxa, fulano, como você é complicado". O que é o embrião de um estilo próprio em "- Você não está vendo como é que todo mundo faz?"

O diferente carrega desde cedo apelidos e carimbos nos quais acaba se transformando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo à sua volta se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que: chora onde outros xingam; quer, onde outros cansam; espera, de onde já não vem; sonha, entre realistas; concretiza, entre sonhadores; fala de leite em reunião de bêbados; cria, onde o hábito rotiniza; perde horas em coisas que só ele sabe importantes; diz sempre na hora de calar; cala sempre nas horas erradas; fala de amor no meio da guerra; deixa o adversário fazer o gol porque gosta mais de jogar que de ganhar; aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual; vê mais longe do que o consenso; sente antes dos demais começarem a perceber; se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. A estrela dos diferentes tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes. Jamais mexam com o sentimento de um diferente. Ele é sensível demais para ser conquistado sem que haja consequência com o ato de o conquistar. 

Artur da Távola

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O Amor!!!

  • A vida tem me ensinado algo de muito valor: O amor só vale quando me for entregue de livre e espontânea vontade, ele só pode existir, germinar, florescer e dar frutos numa terra chamada liberdade, fora disso é apenas manipulação!
  •  Ninguém se ama pelo outro: Eu o amo tanto que o amo tanto por ele, quanto por mim. Isso  é puro  egoísmo, falta de amor próprio, baixa autoestima o  querer ficar com a pessoa a qualquer preço. Fazer parte de uma relação doentia dessas faz com a que a pessoa deixe seus grandes e valiosos pedaços no outro sem levar nada em troca, ou seja chegará uma hora onde ela se encontrará oca, vazia...
  • Ainda que o amor não espere nada em troca é uma via de mão dupla: Eu dou e recebo amor, e assim ele cresce, frutifica, amadurece e constitui raízes profundas e suaves sem ferir sua própria terra... Não existem relacionamentos sem ganhos e sem perdas.
  • O Pai nos ama incondicionalmente: É o único amor que Ele de fato aceita e merece é aquele, que ainda que  phileo, lhe seja entregue de todo o coração - lembro disso nas parábolas de Jesus - o pai que chega ao filho e pede que ele trabalhe na vinha, ele diz que vai mas NÃO vai, mas o outro diz que NÃO vai,mas depois arrependido VAI. Os dois tiveram a liberdade dada pelo Pai, e é essa liberdade que almejo hoje diante de Deus, não fazer por causa da opressão dos homens, mas porque amo o Pai e os seus...
  • Tem muitos obreiros hoje trabalhando com a disposição do primeiro filho: Dizem que vão, mas não vão... Vão só de corpo,  mas suas almas estão longe da vinha do Pai. São os obreiros que se dizem pastores, ou estão ali apenas por conveniência, mas não têm paciência para ouvir a pessoa sofrida, não têm paciência para ouvir mais de uma vez a dor do próximo, porque lhes cansam os ouvidos ouvirem a mesma ladainha! E não percebem que cada um tem sua dor e tem a dimensão que a própria dor lhe dá. Não levam em conta o histórico da pessoa e quanto seu pesar hoje tem a ver com seu passado. E eles nunca saberão, porque não tem a paciência de ouvir... Alguns conversam com a pessoa uma única vez e na segunda ao olhá-la, seu olhar diz: lá vem ela de novo.... afff... e matam a alma da pessoa só no olhar..... Porque acham que numa simples conversa de 45 minutos a pessoa já tem que ter sua vida resolvida...
  • Vivemos dias em que o amor dá lugar à credencial, ao doutorado, a formação acadêmica, mesmo no seio da Igreja: Como se isso fizesse diferença para o sofredor. Queridos, quem sofre necessita de apenas três  coisas: OUVIDO, EMPATIA, COLO.
  • OUVIDO: Ouvir sem julgamento, sem impor sua vontade e crenças.
  •  EMPATIA: A sensibilidade de se colocar no lugar do outro.
  •  COLO: Acolher, dizer quanto sabe que dói, que lhe entende, que lhe compreende, que tudo isso vai passar, trazendo esperança ao coração do sofredor. Sabemos que palavras de encorajamento tiram de qualquer ser humano o MELHOR!
  •  E essa sensibilidade não se aprende na Faculdade: Ainda que técnicas sejam essenciais, elas não são tudo! Não, esse conhecimento só tem quem foi tocado pelo Deus de toda graça, que conhece e que aceita sua humanidade e limitação, que sabe que a DOR DÓI, tenha ela a dimensão e tamanho que tiverem...
  •  A vinha sempre vai ser grande e poucos os ceifeiros, mas oremos ao Pai pra que Ele nos conceda obreiros preparados, prontos a amar a vinha do Senhor
  • E assim seja também em casa, no trabalho, afinal o Pai que vê em secreto nos dará a conhecer o seu amor... 



Di Luz Pockrandt

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A fortuna dos Loucos
















Talvez Deus nos dê coisas, muitas coisas!
Quando soubermos a diferença entre administrar e possuir.
Quando, mesmo sem ter coisas, pudermos nos alegrar e rir...
Quando, amarmos as pessoas e usarmos as coisas.
 
Talvez Deus nos dê coisas boas, legítimas!
Quando formos administradores de coisas e não vítimas,
Do egoísmo, do desejo maligno e desenfreado que nos prende a elas.
Quando o amor às coisas, não for a raiz de todas as nossas mazelas.
 
Talvez recebamos bens materiais daquele que é dono de toda a prata e ouro.
Quando realmente soubermos onde está o nosso coração e qual é o nosso maior tesouro.
Nessas condições prosperaremos de fato e a riqueza não fará para si asas...
Administraremos carros, fazendas, fama, cargos, empresas, casas...
 
Quando puder ir pro trabalho de helicóptero ou avião, sem tirar os pés do chão,
Quando meu sim às oportunidades financeiras, sair com a mesma facilidade do não.
Quando meu coração for tão livre que não se prenda ao dinheiro!
Então aí sim, talvez eu seja dono desse mundo inteiro!
 
Quando eu for um esposo e pai tão presente,
Que eu lave a louça do almoço e à tarde despache com o presidente,
Que eu decifre os códigos complexos de um super computador
E possua uma fé simples, de criança, em Deus como meu Senhor e Salvador.
 
Quando entre os compromissos da minha agenda lotada tiver um futebol com meu filhão!
Quando eu puder lembrar do meu primeiro beijo a despeito do primeiro milhão.
Quando um chinelo, uma camiseta e uma bermuda, falarem tanto a meu respeito quanto um
terno importado,
Aí sim, Deus me confiará grandes coisas! Serei alguém respeitado!
 
Quando mais nada importar, alem de Deus, quando Cristo for enfim a minha herança...
Quando as coisas forem, pra mim, ferramentas e não brinquedos de criança,
Então talvez e só talvez eu seja rico, abastado, mas, já não fará mesmo a menor diferença!
Serei louco! Louco por Deus! E loucos não ligam pra ouro, sua fortuna é a sua crença.


Para ruminar vida afora:
“Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles nenhuma porção terás: eu sou a tua porção e a tua herança no meio do povo de Israel.”  Números 18:20

 Por Mário Machado

sábado, 9 de abril de 2011

Força para viver


Gosto muito de tudo que o Ed René Kivitz escreve mas esse texto me surpreendeu muito, veio como resposta de Deus a questionamentos internos que todos nós fazemos quando passamos por momentos de tanta tristeza, dor ou frustração foi muito fortalecedor o ler. Gostaria que você querido leitor que tira um precioso momento de seu tempo pra visitar esse humilde espaço soubesse "tudo que escrevo e os textos que posto aqui, primeiramente edificam e fortalecem profundamente a minha vida"  e assim sendo, sei que Deus também pode usa-los pra te abençoar como tem me abençoado. Leiam esse texto é lindo, tenho certeza que Deus irá te tocar!! 


Viver é muito perigoso… Porque aprender a viver é que é o viver mesmo… Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa… O mais difícil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.
Viver é muito perigoso, dizia Guimarães Rosa pela boca do memorável Riobaldo. A vida tem mesmo seus altos e baixos e, além da dificuldade de saber a direção, falta a cada um a força e a competência de seguir em frente. Os obstáculos se multiplicam. A vida é contingente: cheia de imprevistos e surpresas, boas e ruins. Uma proposta para morar longe, um diagnóstico inesperado, a chegada de um bebê, um assalto, um desmoronamento, o cancelamento do vôo, a festa de aniversário, os amigos ao redor da mesa e a demissão inesperada. Além disso, a doença da mãe, o imposto de renda, as aventuras dos filhos e o sobrepeso, obesidade mesmo, denunciada pelo espelho e pela calça que já não se usa mais. E tem também a teimosia dos vícios, as dores da alma, a insegurança emocional, os conflitos relacionais, a culpa, o medo, a ansiedade e a síndrome do pânico – ai que medo. Tem que arrumar o quarto, buscar a roupa na lavanderia, votar para presidente e superar o divórcio. O show não pode parar. E porque viver é muito perigoso, aprender a viver é imperativo.
Como enfrentar a travessia? Já que navegar é preciso e viver não é preciso, como dizia o poeta português. Viver é necessário. É preciso viver, não há que desistir da vida. Mas viver é perigoso, justamente porque não é preciso – não é exato. Não é possível singrar a vida como quem corta os mares. A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda viva e carrega o destino pra lá, disse o Chico brasileiro.
Acho que foi por isso que o sábio Salomão começou a escrever seu Eclesiastes. Queria aprender a viver. Dedicou o coração para saber, inquirir e buscar a sabedoria e a razão das coisas. E concluiu que a verdade está no distante e profundo. A vida é mistério. Viver continuará sendo sempre perigoso.
Então apareceu Jesus. Não negou a contingência da vida, nem iludiu os seus com promessas falsas e fantasiosas. Mas apontou um caminho. Apresentou seu Pai aos homens e os homens ao seu Pai. Autorizou todo mundo a buscar, usar e abusar de seu Pai.
Jesus disse a todos: Chamem pelo Abba. Ele os ouvirá. Falem com ele em meu nome. Batam na porta. Busquem. Peçam. Gritem. Importunem meu Pai, de dia e de noite. A porta se abrirá. Vocês acharão o meu Pai. Vocês receberão respostas. Serão recompensados pela sua busca, jamais ficarão sem galardão. Meu Pai é atento e cuidadoso. Meu Pai é bom. Meu Pai é amor. Não tenham medo dele. Não se escondam dele. Não fujam dele. Corram para os braços dele. Ele cuida de flores e passarinhos. Vai cuidar de vocês. Sigam os meus passos. Foi o que fiz. Fechem a porta do quarto e façam suas orações. Eu atravessei a vida de joelhos. E venci. Eu venci o mundo, eu venci o mal, eu venci a morte. E vocês também poderão vencer. Não desistam. Não tenham medo. Viver é perigoso. Mas a graça do meu Pai é maior que vida. 
Por Ed René Kivitz

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tanto Luto!!















Rio de Janeiro, Escola Municipal Tasso da Silveira, jovem, de 23 anos, invade escola, onde estudou, e atira nos alunos, a maioria entre 7 e 14 anos. Mata e fere muitos., até que, atingido por um policial, se suicida.
Quantos matou, quantos feriu? Se fosse apenas uma criança já seria muito, tanto que nenhum número esgotaria. Quantos seres humanos tombam de uma forma ou de outra quando um ser humano é abatido? E quantos, por isso, não terão oportunidade de existir?
Começam as perguntas sobre o porquê. Como um ser humano faz algo assim? E corre-se atrás das explicações.
Como um ser humano pode ser capaz de tal atrocidade? É a pergunta que ecoa. Como? Ouço e me pergunto: do que estamos a falar?
Só os seres humanos fazem isso com a sua própria espécie: franco-atiradores; homens-bomba; Treblinka; Auschiwitz; Guantanamo; Sistema Presidenciario Brasileiro; Carandiru; Torres Gêmeas; Revolução Cultural Chinesa; Política Stalinista; Hiroshima;  Nagasaki; Ruanda; Serra Leoa; Kosovo; Incêndio de Ônibus com passageiros ou Fuzilamento de Seres Humanos colocados dentro de um ônibus! E mais quantas guerras e atrocidades poderiam ser enumeradas? Só seres humanos fazem isso!
Só os seres humanos se sentem seguros, apenas, quando podem matar o próximo. Só os seres humanos chamam a isso de paz.
Quantas doenças ou religiões ou ismos teremos de evocar para dar sentido às barbáries humanas?
O que há por detrás de tanta barbárie? Nós: Seres humanos. Nós!
Ao chorar por essas crianças, choramos também por nós, por todos nós indistintamente. Precisamos perceber que nosso grande desafio somos nós mesmos. Perceber que há maldade em nós. Precisamos cuidar melhor de nós. Precisamos de zelo pela dignidade humana; de acesso a saúde em todos os sentidos, desde sempre: de uma escola onde um garoto estranhamente diferente possa ser ajudado enquanto é tempo.
Precisamos que todo o esforço não seja para, meramente, melhorarmos na vida,  mas, para que a vida melhore em nós.
O que me consola é saber que Deus, segundo Jesus de Nazaré, está lutando por nós, o gênero humano. Que tanto luto não mate a esperança.

Notas:
Fonte: Ariovaldo Ramos