terça-feira, 10 de maio de 2011

Do que temos medo??



Do que temos medo?
O medo é a valorização da vida, é o sentimento inato de autopreservação; é a última e a primeira das sensações.

O medo é o que nos livra do perigo, nos impede de ir ou nos impele a correr e correr encontrando energias além da que imaginávamos ter.

O medo nos livra ou nos prende; liberta ou nos mantém cativos numa expectação de morte.
Morte? Sim. O medo não é poesia, não é romantismo. É biologia.

Quando experimentamos o medo nos negócios, ainda que nossa consciência diga que é algo do momento ou da circunstância o cérebro entende como autopreservação da vida. Ele trata como questão de morte.

Quando temos medo do mundo, medo do futuro, medo do passado. Quando criamos medos e vivemos em função deles, alimentamos nosso cérebro de constantes perigos de morte e será assim que ele interpretará a vida e assim ele responderá a ela, nos travando (não encontrando caminhos e respostas, dando voltas e voltas em seus pensamentos sem sair do lugar) ou nos fazendo correr – e aqui encontramos a ansiedade, os tropeços nas ações, a vontade de ter logo para não perder, as palavras mal colocadas, a energia súbita que chamo de euforia.

O medo constante cria identidades: os relutantes, os culpados de tudo, os evasivos, os extrovertidos ao extremo – os desequilibrados.

O medo constante não nos permite olhar os erros como apenas erros de percurso ou erros sistêmicos, não. Ele traz pra dentro como identidade o que deveria permanecer do lado de fora.

Temos medo de que? Temos medo de sofrer, do novo, de não dar certo, do fracasso, de começar de novo, da perda, do não como resposta. É assim que pintamos o que o cérebro lê como medo de morrer.

Quando leio, “Mas Jesus imediatamente lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenham medo!" (Mt 14:27), “Mas Jesus se aproximou, tocou neles e disse: "Levantem-se! Não tenham medo!" (Mt 17:7), “Então perguntou aos seus discípulos: "Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?” (Mc 4:40), penso que ele constantemente nos chama à liberdade de tudo o que nos prende, da mentira de uma morte sempre iminente.

É hora de olharmos para o que traz vida! É hora de crermos que a morte foi tragada pela vida e de que é para a vida que fomos criados. Nossos erros serão apenas erros, nossas falhas serão apenas falhas (coisa ruim é claro), mas que estão do lado de fora.
É hora de pararmos e mudarmos nossos hábitos alimentares. Alimentar nossos cérebros de alegria e vida, vida, vida.

É hora de praticar esportes radicais, viajar, amar, fazer compras, fazer negócios, transformar essa adrenalina do medo em hormônio de prazer e viver o “dia chamado HOJE!” (Hebreus 4).

Bem, isso é o QSinto!

- Luciano Carvalho

segunda-feira, 9 de maio de 2011

O cuidado de Deus



"O Senhor Deus fez roupas de pele e com elas vestiu Adão e sua mulher."
Gênesis 3:21

Mesmo diante do erro e equívoco cometido pelos seres humanos ao comerem daquele fruto, Deus não os desamparou. Prova disso é a manifestação de cuidado do Criador preparando roupas para que eles pudessem se vestir, poupando-os da vergonha que passaram a sentir, bem como os protegendo do calor e do frio.

É impressionante refletirmos sobre este cuidado de Deus. Mesmo quando estamos distantes d´Ele e insensíveis ao seu mover ao nosso redor, Ele continua cuidando de nossas vidas e provendo os recursos necessários para nossa existência. Ele não nos abandona, nem desiste de nós.

Precisamos reconhecer este cuidado de Deus nas pequenas coisas da vida. Ao nos conceder mais um dia com saúde, ao abrir as portas para o nosso sustento, ao nos conduzir a vitórias e ao nos proteger de perigos, Deus continua fazendo "roupas de pele" para mim e para você.


Fonte: Devocionário A Jornada. (Z3 Editora) pág. 19.


Que hoje seu coração fique tranquilo, sabendo que o Deus criador de todo o universo ama a sua vida e cuida de você!

Uma ótima manhã!

sábado, 7 de maio de 2011

Ser Mãe e Ser Filha - Um Compartilhar de Coisas da Vida


Hoje sou mãe e sou filha.


Tive meus desencontros com minha mãe [...como todas as filhas tem!].



Apesar de não entendê-la muitas vezes ao longo da vida, e de levar por muito tempo dentro de mim muitos questionamentos sobre certas atitudes ou reações que ela teve, algumas impaciências, semblante muitas vezes grave, preocupado, apesar disso um amor verdadeiro sempre permeou nosso relacionamento e eu sabia, no meu íntimo, do amor dela por mim.


---


Até que...



Eu me tornei mãe.

---



[PAUSA]


---
Visão de mundo mudou.


Uma multidão de sentimentos e sensações novas nasceram juntamente com meus filhos.


Eu, reflexiva como sempre, fui fazer as atualizações das compreensões da vida que tinha até então.



Nossa...




Quantos entendimentos que eu supunha serem pontos pacíficos já dentro de mim foram re-considerados e re-compreendidos, e, assim, ganharam novo significado, significado novo atualizado à luz daquele acontecimento tão sublime na minha vida: a maternidade.


---




Lembrei de minha mãe.


Lembrei de acontecimentos do tempo de criança.


Lembrei de atitudes dela que viraram lembranças vagando dentro de mim sem encontrar explicação convincente que as justificasse, pois tais atitudes de minha mãe me haviam feito chorar profundamente.


Lembrei dela com cabelo despenteado.


Lembrei dela chorando.


Lembrei dela brava.





Lembrei de muitas reações que ela tinha e que não compreendia.



---



Sabe...


Quando me tornei mãe, não precisei mais sentar com minha mãe e, uma vez que agora éramos duas adultas, perguntar pra ela:


-"Mãe, o que foi que houve naquele dia em que você agiu daquele modo?"





Quando me tornei mãe, eu entendi TUDO.


Entendi TUDO.


Senti o que ela sentiu em muitas situações idênticas as que agora passava como mãe também.


Eu a compreendi.


Agora, a mãe era EU...


---


As questões, que pela graça de Deus haviam se tornado apenas questões mesmo, sem mágoas ou ressentimentos, mas apenas perguntas sem respostas, se dissiparam silenciosamente em meio ao falar alto e constante da existência.





Quando fui mãe, amei mais a minha mãe.



Admirei-a mil vezes mais.


Encontrei-a mais completamente em mim.


--


O fato é que:


1. filho não vem com manual e, quase sempre, eu me pergunto com meus filhos diante de mim e olhando pra mim:


"E agora? O que é que eu faço AGORA? Como é que eu respondo AGORA? Como devo agir AGORA?"





2. Amar o filho com um amor que palavras não podem descrever não faz com que não se cometa erros, mesmo desejando de TODO coração ACERTAR SEMPRE.





3. Há numa mãe que ama o desejo de acertar sempre e a aflição de saber que não será possível isso. Mas, creio que se houver AMOR, tudo haverá de ser pacificado, sim, haverá!



--



Hoje...
Bem, hoje penso:
"Como será que meus filho me vêem? Eu não acerto todas!"

Peço a Deus que um dia ele também me compreenda. Que meus filhos me compreendam, assim como um dia, quando eles nasceram, eu compreendi minha mãe...





Há AMOR!!!
Mãe te amo!!!
DESEJO À TODAS AS MÃES UM FELIZ DIA DAS MÃES!!!!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Aprendendo a esperar em Deus
















"Espera tu pelo Senhor; anima-te, e fortalece o teu coração; espera, pois, pelo Senhor”. (Salmo 27.14.)

Algum tempo ouvi uma pregação do Pr. Silas Malafaia intitulada “Aprendendo a Esperar em Deus”, o tema chamou atenção, pois é um assunto que amo compartilhar. Nessa pregação o pastor cita alguns pontos fundamentais para esperarmos em Deus, resolvi mencioná-los.

1. TER VIVA ESPERANÇA: Esperar com confiança a ação do poder de Deus que nunca falha (1 Pedro 1.3-4).
2. TER PACIÊNCIA: Suportar a dor de maneira tranquila, sem reclamar, sem queixas aguardando o agir de Deus (Romanos 12.12).
3.  NÃO TOMAR ATITUDES PRECIPITADAS: Não podemos tomar atitudes sem a direção de Deus, precisamos ter a paz do Senhor em nosso coração ao tomarmos atitudes (1Co 14.33).
4.  NÃO MURMURAR: A murmuração aborrece a Deus, quando murmuramos estamos reclamando contra Deus (Números 14.2).
5.  CONTROLAR A ANSIEDADE: Precisamos lançar em Deus nossas preocupações, dificuldades e problemas e aguardar o Seu agir (1 Pedro 5.7).
6.  TER FÉ: É crer em algo que iremos receber amanhã (1 João 5.4).

É difícil esperar o tempo de Deus em algumas áreas de nossas vidas, mas se estivermos intimamente ligados nele, o tempo irá passar muito rápido e quando menos esperarmos a promessa estará sendo cumprida.
Não devemos nos preocupar com o tempo, mas precisamos nos focar no dono do tempo, que é o Senhor Jesus. Ele nunca chega atrasado.

Deus nos abençoe!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Onde você guarda seus olhos? A complicada arte de ver.


Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca."

Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. 

"Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto.

Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles... Tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral da catedral gótica."

Ela se calou, esperando o meu diagnóstico.

Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales" de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse:

"Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".

Ver é muito complicado.

Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.

William Blake sabia disso e afirmou:

"A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê".

Sei disso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos, sinto-me como Moisés diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.

Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra".
Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.

Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa.

O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido.
Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver.

O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho".

Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu:

"Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".

Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam.

Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram".

Vinícius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa _garrafa, prato, facão_ era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas _e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam...

Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que veem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras.


Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as tem na mão e olha devagar para elas".

Por isso _porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver_ eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...

Texto de Rubem Alves, originalmente publicado no caderno “Sinapse”, jornal “Folha de S. Paulo”, publicado em 26/10/2004.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Rastros na Neve



"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". (João 14:6).


"E em nenhum outro há salvação". (Atos 4:12).


Certa noite, um fazendeiro canadense teve de cruzar uma grande planície completamente coberta de neve. O céu estava escuro, sem estrelas e não havia o menor sinal da estrada, pois a camada de neve era muito grossa. De repente, ele percebeu que se perdera e começou a sentir medo. Então notou alguns rastros recentes deixados por uma carruagem. Cheio de esperança, meteu as esporas nos cavalos e logo alcançou a outra carruagem.


Ao vê-lo, o cocheiro perguntou: “Para onde você está indo, amigo?” – “Estou seguindo você”, foi a resposta do fazendeiro. “Mas eu não tenho a menor idéia de onde estamos. Você poderia tomar a liderança e me mostrar o caminho?” Os dois homens ficaram apavorados quando se deram conta da situação em que estavam. Se uma rajada de vento não levasse as nuvens embora e as estrelas não aparecessem, ficariam perdidos na imensidão e talvez morreriam congelados. Pouco depois, suspiraram aliviados ao ver a estrela polar, o que lhes permitiu encontrar o caminho para casa.


Nós também não agimos frequentemente como esses dois homens? Quantas vezes seguimos outras pessoas copiando o que fazem? Será que é necessário que algo terrível aconteça para percebermos que estamos perdidos, sem respostas, sem direção e a partir daí buscarmos o Deus vivo? Já paramos para pensar onde nossos caminhos, ou seja, nossas crenças atuais estão nos levando?


Quem quiser saber a resposta é só tirar os olhos das pessoas e das trilhas incertas e procurar pelo Senhor Jesus. Ele é o caminho seguro, Ele é a verdade que jamais nos deixará perdidos, Ele é a vida, que é a “luz dos homens” (João 1:4). Portanto, não há caminho, verdade nem vida fora dEle.




Extraído do devocional BOA SEMENTE

domingo, 1 de maio de 2011

O infalível plano de Deus

Obede gerou Jessé; e Jessé gerou Davi 
Rute 4:22




A maior de todas as histórias de amor, contada a partir da história de amor entre um homem e uma mulher: Deus revelando o Seu plano de resgatar e de incluir na linhagem terrena de Seu filho uma mulher que não pertencia ao povo de Israel. De uma história aparentemente comum, onde morte, perdas, frustrações e recomeços estão presentes, Deus revela a infaliabilidade de Seus projetos.

Vivemos num mundo de profundas incertezas, num mundo onde a relativização da verdade e o individualismo marcam a fé e os relacionamentos humanos. É neste ponto que o livro de Rute nos traz uma verdade confortadora: Deus está no controle de todas as coisas e, por isso, podemos descansar na certeza de que em tudo Ele tem um fim proveitoso. Por mais difícil que seja a nossa história, ela faz parte dos planos de Deus.

Devocional: A Jornada