sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dois remédios para as desculpas


HÁ DOIS remédios para esse perigo. Um deles é lembrar que Deus conhece todas as desculpas legítimas muito melhor do que nós. E se, de fato, existem “circunstâncias atenuantes”, não precisamos ter medo de que elas passem despercebidas diante dele. Deus deve conhecer desculpas que nem sequer imaginamos. Portanto, depois da morte, as almas humildes terão a grata surpresa de saber que, em certas circunstâncias, elas pecaram muito menos do que estavam pensando. Todo o processo de perdão real é por conta dele. O que temos de apresentar diante de Deus é aquele restinho indesculpável, que se chama pecado. Ficar discutindo sobre todas aquelas partes que poderiam (supomos) ser desculpadas é perda de tempo. Quando você vai ao médico, você mostra as partes que estão com problemas — digamos, por exemplo, um braço quebrado. Seria perda de tempo ficar explicando que as suas pernas, olhos e garganta estão bem. Você pode até estar errado em sua suposição, mas, se eles realmente estiverem em ordem, o médico o saberá.


O segundo remédio é acreditar real e verdadeiramente no perdão dos pecados. Grande parte da nossa preocupação em dar desculpas vem de não conseguirmos realmente acreditar no perdão, de acharmos que Deus poderá nos rejeitar se não ficar satisfeito e que podemos tirar algum tipo de vantagem da situação em nosso favor. Mas isso não seria perdão. O perdão real significa olhar com firmeza para o pecado (o montante de pecado que restou sem qualquer desculpa), depois que todas as concessões forem feitas, e encará-lo em todo o seu horror, sujeira, maldade e malícia, e, ainda sim, conseguir reconciliar-se totalmente com a pessoa que o praticou. É isso e somente isso que significa o perdão, e podemos obtê-lo de Deus sempre que lhe pedirmos.


— de The Weight of Glory [Peso de Glória]
Retirado de Um Ano com C. S. Lewis (Editora Ultimato, 2005)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O brilho do diamante


“Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo” (1 Pedro 1:7)

Para distinguir um diamante verdadeiro de um falso, um joalheiro fez a seguinte prova: “Uma imitação nunca é tão brilhante como a pedra autêntica. Se o seu olho não está suficientemente experimentado para perceber a diferença, basta colocar a pedra na água. O brilho do diamante falso se ofusca; o verdadeiro não perde nada de seu brilho.”


Deus nos criou para Ele, para que O honremos. Nós nos desviamos, porém Ele nos salvou. Cada crente nascido de novo recebeu a vida do Senhor Jesus para poder segui-Lo e imitá-Lo. Assim, pois, podemos fazer brilhar alguns reflexos de Sua formosura moral, alguns traços de Seu caráter: amor, justiça, paciência, confiança, obediência… Somente os que vivem essa nova vida pelo poder do Espírito Santo são de fato reconhecidos por Deus. Infelizmente, às vezes em nossa vida é acrescentado algo falso, imitações baratas do que é divino. Deus vê isso, como o joalheiro que identifica o diamante verdadeiro. Para nos provar, coloca a pedra na água, ou seja, permite circunstâncias difíceis.


Nas dificuldades temos de estar atentos para ver qual é o objetivo de Deus. Sua Palavra nos esclarecerá para que saibamos o que não vem dEle. Consideremos os obstáculos em nosso caminho sob outra perspectiva. Nosso Pai permite isso para nosso crescimento espiritual e para que o reflexo da vida do Senhor Jesus seja visto por todos em nós.


Notas:


Extraído do devocional BOA SEMENTE

domingo, 24 de julho de 2011

Aprendi a viver contente em toda e qualquer situação


"Alegrei-me, sobremaneira, no Senhor porque, agora, uma vez mais,
renovastes a meu favor o vosso cuidado; o qual já tínheis antes,
mas vos faltava oportunidade.


Digo isto, não por causa da pobreza,
porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.


Tanto sei estar humilhado como também ser honrado;
de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência,
tanto de fartura como de fome;
assim de abundância como de escassez;
tudo posso naquele que me fortalece". (Filipenses 4.10-13)

Ele estava preso.
Pesava sobre sua cabeça uma sentença de morte.
Estava passando necessidades; talvez, até fome.
Ainda assim, declara estar CONTENTE!


Qual era o seu segredo?
Como viver contente em toda e qualquer situação?


Podemos descobrir, analisando suas declarações:


1. APRENDI...
A primeira lição que podemos tirar é que este estado de espírito não vem por acaso; é o resultado de um longo aprendizado.


Enquanto a maioria das pessoas aprendem a se tornarem "fechadas", desconfiadas e entristecidas com as amargas experiências da vida, o Apóstolo Paulo, com estas mesmas experiências, comuns a todos nós, aprendeu o segredo do viver contente.


Ele considerava cada experiência, boa ou ruim, uma excelente oportunidade para aprender a viver.


Será que é isto que nos falta, uma "atitude de aluno", positiva, diante das dificuldades e dos sofrimentos?


2. A VIVER CONTENTE...
Dando uma olhadinha mais profunda no texto bíblico, descobrimos que a palavra traduzida como "contente" neste texto bíblico é a palavra grega autarkes ou autokratés, de onde vieram também as nossas palavras Autarquia e Autocrata.


Autarquia significa: Governo autônomo. Administração autônoma que procede sem interferência do poder central; autonomia.
Autocrata significa: Soberano absoluto e independente.


O que será que o Apóstolo Paulo queria dizer, ao usar esta palavra, que estava rindo à toa em meio às tempestades? Não! É claro que o sofrimento incomoda.


O que o Apóstolo Paulo estava dizendo é que é possível conservar a serenidade, o controle da situação, a autonomia, independentemente dos problemas que estamos passando. É como se dissesse: Aprendi a manter o controle...


Esta é a segunda lição que podemos tirar deste texto bíblico.
E quanto a nós, já aprendemos isto?


3. EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO.
A terceira lição que podemos tirar deste texto é esta: É preciso aprender a manter a serenidade em toda e qualquer situação.


Na hora da humilhação ou da exaltação.
Na hora da fartura ou da fome.
Na hora da abundância ou da escassez.


A maioria de nós não sabe administrar nem uma situação nem outra.
Quando estamos "por baixo", xingamos, reclamamos, sofremos, enchemos o coração de ódio e mágoa. Quando estamos "por cima", esbanjamos e humilhamos quem está "por baixo".


Muitos não são honrados por Deus, porque não teriam o mínimo controle numa situação de fartura e abundância.


Isto aplica-se a nós?


3. TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE.
Provavelmente você já tenha ouvido este verso bíblico.


As aplicações mais comum são essas:
Tudo posso TER, FAZER, ADQUIRIR, CONQUISTAR, PROSPERAR naquele que me fortalece.


Bem, não é nada disto!
O que o Apóstolo disse foi: Tudo posso ADMINISTRAR naquele que me fortalece.


Ele APRENDEU, porque Cristo o fortalecia.
A VIVER CONTENTE, porque Cristo o fortalecia.
EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO, porque Cristo o fortalecia.


Em nenhum momento o Apóstolo pretendeu nos ensinar alguma nova filosofia de vida ou uma oração mágica que forçasse as janelas do céu a se abrirem sobre nós.
Ele tão-somente estava relatando que chegou à maturidade da fé, que lhe dava o controle da situação - fosse ela qual fosse - porque Jesus Cristo o fortalecia.


CONCLUSÃO:
O cristão, como qualquer outro ser humano, pode passar por diversas experiências na vida, da fome à fartura; da humilhação à honra; da escassez à abundância.
Mas, é possível aprender a manter a serenidade em qualquer situação.
No entanto, a plenitude deste aprendizado só é possível para aqueles que buscam força em Jesus Cristo. Somente aqueles que estão ligados em Cristo e dispostos a aprender poderão um dia repetir com honestidade as palavras do Apóstolo:


APRENDI A VIVER CONTENTE EM TODA E QUALQUER SITUAÇÃO!!


Paz!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Feliz Dia do Amigo!!





BENDITOS

Abençoados os que possuem amigos 
os que os têm sem pedir. 
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende. 
Amigo a gente sente! 

Benditos os que sofrem por amigos 
os que falam com o olhar. 
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende. 
Amigo a gente entende! 

Benditos os que guardam amigos 
os que entregam o ombro pra chorar. 
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar! 

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade. 
Porque amigo é a direção. 
Amigo é a base quando falta o chão! 

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros. 
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade. 
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

(Isabel Machado)


Feliz Dia do Amigo!


 *Gostaria com esse vídeo homenageá à todos vocês amigos queridos que sempre visitam e prestigiam o Viajando em meus Pensamentos. Os amigos de longe, os de perto, os mais íntimos e aqueles que só conheço virtualmente. Que não esqueçamos do nosso verdadeiro e melhor amigo que nos surpreendeu e nunca nos decepciona JESUS CRISTO!! Amo vocês!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Ajuste Perfeito


Longo demais. Curto demais. Grande demais. Pequeno demais. Apertado demais. Folgado demais. Essas palavras descrevem a maioria das roupas que experimento. Encontrar o ajuste perfeito parece impossível.


Encontrar uma igreja “perfeitamente ajustada” apresenta problemas similares. Toda igreja tem algo que não está totalmente certo. Nossos dons não são reconhecidos, nem os talentos apreciados. Nosso senso de humor é mal interpretado e algumas de nossas atitudes, crenças, pessoas ou programas nos deixam desconfortáveis. Sentimo-nos desajustados. Lutamos para encontrar o nosso lugar.


Sabemos, porém, que Deus deseja que nos ajustemos uns com os outros. O apóstolo Paulo disse que estamos sendo “…edificados para habitação de Deus no Espírito” (Efésios 2:22).


Os cristãos na igreja atual, como o tabernáculo no tempo de Moisés (Êxodo 26) e o templo nos dias de Salomão (1 Reis 6:1-14), são a morada de Deus na terra. Deus quer que nos ajustemos — para não haver divisões na Sua igreja. Isso significa que nós, os tijolos, devemos ser “…inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1 Coríntios 1:10).


Em nenhuma igreja teremos um ajuste perfeito, mas todos nós podemos nos dedicar a ajustarmo-nos uns aos outros mais perfeitamente.


Em meio à diversidade, o amor de Cristo traz a unidade.


Paz!!

sábado, 16 de julho de 2011

A Esperança que não se desespera!


A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Quem não tem esperança vegeta, não vive. Quem passa os anos de sua existência na masmorra do desespero, acorrentado pelo medo e subjugado pelas algemas da ansiedade, conhece apenas uma caricatura da vida. A vida verdadeira é timbrada pela esperança, uma esperança tão robusta que espera até mesmo contra esperança. Foi assim com Abraão, o pai da fé. Deus lhe prometeu um filho, em cuja descendência seriam abençoadas todas as famílias da terra. Abraão já estava com o corpo amortecido. Sua mulher, além de estéril, já estava velha demais para conceber. A promessa de Deus, porém, não havia se caducado. Contra todas as possibilidades humanas, contra todos os prognósticos da terra, contra todo o bom senso da razão humana, Abraão não duvidou por incredulidade, mas pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus e esperou mesmo contra a esperança, e o milagre aconteceu em sua vida. Isaque nasceu e com ele a esperança de uma descendência numerosa e bendita.


 A esperança que não se desespera tem algumas características:


1. Ela está fundamentada não em sentimentos humanos, mas na promessa divina. Abraão não dependia de seus sentimentos, mas confiava na promessa. Deus havia lhe prometido um filho e essa promessa não havia sido revogada. Abraão já estava velho e seu corpo já estava amortecido, mas esse velho patriarca não confiava no que estava em seu interior, mas naquele que é superior. Não vivemos pelo que sentimos, vivemos agarrados na promessa. Não devemos nos estribar em nossas emoções instáveis, mas na Palavra estável e inabalável daquele que não pode mentir. As promessas de Deus não podem falhar. Ele é fiel para cumprir sua Palavra. Devemos tirar os olhos de nós mesmos e colocá-los em Deus. Dele vem a nossa esperança. Ele é a nossa esperança. Nele podemos confiar.


2. Ela está fundamentada não em circunstâncias, mas naquele que governa as circunstâncias. A fé ri das impossibilidades, pois não é uma conjectura hipotética, mas uma certeza experimental. A fé não lida com possibilidades, mas com convicção. O objeto da fé não está no homem, mas em Deus. A fé não contempla as circunstâncias, mas olha para aquele que está no controle das circunstâncias. Abraão sabia que Deus poderia fortalecer seu corpo e ressuscitar a fertilidade no ventre de sua mulher. Sabia que o filho da promessa não seria fruto apenas de um nascimento natural, mas, sobretudo, de uma ação sobrenatural. A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as circunstâncias, comtempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias.


3. Ela está fundamentada não nas ações humanas, mas nas intervenções divinas. Abraão e Sara fraquejaram por um tempo na espera do filho da promessa. O resultado dessa pressa foi o nascimento de Ismael. A ação humana sem a condução divina resulta em sofrimento na terra, mas não em derrota no céu. O plano do homem pode ser atabalhoado, mas o plano de Deus não pode ser frustrado. Deus esperou Abraão chegar a seu limite máximo antes de agir. Esperou que todas as possibilidades da terra cessassem antes de realizar seu plano. Então, a promessa se cumpriu, o milagre aconteceu e Isaque nasceu. O limite do homem não limita Deus. A impossibilidade do homem não ameaça Deus, pois os impossíveis do homem são possíveis para Deus. Quando o homem chega ao fim dos seus recursos, Deus ainda tem à sua disposição toda a suprema grandeza do seu poder. Deus faz assim para que coloquemos nele toda a nossa confiança, para que tenhamos nele toda a nossa alegria e para que dediquemos a ele toda a glória devida ao seu nome.

Hernandes Dias Lopes.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Simplicidade


Não sou nenhum São Francisco, e nem concordo com ele no tal voto de pobreza, mas entendi que uma vida simples é mais fácil de administrar do que uma vida complexa. Tenho procurado viver de modo simples, e quem anda comigo sabe disso.
A simplicidade me faz bem ao coração, pois me livra de problemas que eu mesmo arrumaria caso me envolvesse nos dramas de querer parecer maior que os outros. No dia-a-dia acabo deixando que os outros sejam grandes. Se é isso que querem, que sejam. Eu mesmo quero é ser simples. Simples e pequeno.
Sinceramente, ser simples me faz um bem tremendo. Aprendi que quem vive assim está sempre de bem com a vida, pois tudo acaba sendo um presente de Deus. Na verdade, a simplicidade é também o resultado de um coração grato ao Senhor. Quando sou simples nada quero senão viver debaixo do amor de Deus. Isso basta. Vivendo assim, percebo que esse estilo de vida faz com que qualquer presente seja maior do que o esperado, pois a simplicidade me faz ser alegre mesmo com coisas pequenas, e enche meu coração de contentamento.
Além de descomplicar a vida e me fazer feliz, a simplicidade ainda me faz um ve
ncedor. O simples vence o arrogante. É Deus quem diz isso, não eu. O arrogante o fere? Dá a outra face. Ele o obriga a andar uma milha? Caminha outra com ele. Ele lhe pede água e pão? Pois dê a ele água e pão pra matar a sede e a fome. Quando se age assim o arrogante é desarmado. Isso é ser simples. Diante desse tipo de postura ele acaba não sabendo o que fazer, pois o que ele quer é que você se transforme noutro agressor e o revide. O circo já foi armado e ele espera que você vá para o centro da arena. Basta reagir e ele o devora. Depois ainda recebe honras de ter eliminado mais um agressor da face da terra (no caso, você). Ao invés disso, enfrente a arrogância e a agressão com a simplicidade própria de um filho de Deus.
Sim, simplicidade. Com ela se vive confiante nas mãos de Deus, pois o Senhor guarda os simples.
Ser simples nada tem a haver com riqueza ou pobreza. Vez por outra tenho visto ricos cheios de humildade e pobres entupidos de soberba e vaidade. Também tenho esbarrado em gente que faz força pra parecer simples, mas carrega um coração repleto de vaidades.
Não se engane. Só eu sei o quanto meu coração reluta em ser simples. Mas decidi por esse estilo de vida, que é o resultado de um coração sendo construído pelo Senhor. Deus já declarou que Ele está do lado dos simples e eu quero ser encontrado no meio deles. Se alguem ainda tem dúvidas em viver dessa maneira, leia o Salmo 116. "O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou" (Salmo 116:6).
Samuel Costa

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