sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A glória das cicatrizes




Por Rubinho Pirola




"...pois tu me levantaste e me abateste". Salmos 102:10


Ninguém gosta de portar cicatrizes. 
Elas são o atestado das nossas lutas e, inevitavelmente, atribuídas ao fracasso, ao erro, ao infortúnio.


Elas chamam para quem gosta de apontar dedos, aos escarnecedores, aos religiosos, aos cheios de justiça própria, a atenção para o que saiu errado, para os seus possíveis motivos punitivos.


Já ouvi certa vez, que devia-se desconfiar de todo homem de Deus que não as possui. E simplesmente pelo fato de que elas mostram uma certa experiência, nunca sem dor ou sem desassossego. E com Deus.


Nesse salmo, David não deixa dúvidas - Deus o levantou. E Ele também - não o diabo, não os inimigos, não a criatura, não as circunstâncias. E, como tudo o que Ele faz, com um propósito.
Ninguém gosta de exibir as suas mazelas. Os pés de barro. Alguns, não conseguem escondê-las. Preferem as máscaras e as próteses e essas, quanto mais perfeitas e imperceptíveis, melhores.


Hoje valorizo as minhas cicatrizes que continuam a vir sobre mim. Tenho descoberto que elas não me diminuem, mas, ao contrário, me levam mais perto de Deus e acabam como marcas desses "encontros".


São lembretes. Da nossa condição de fragilidade e pequenez, e no fim, quando fechadas, atestam sempre que passamos por Deus e saímos crescidos e mais conhecedores da Sua graça e bondade. O Caio Fábio disse certa vez: "Não há um homem de Deus, que não tenha sido elevado e depois abatido por Ele". Lembremo-nos de Jacó, de Elias, de David, de Daniel, de Paulo e de tantos outros. Não saíram mais os mesmos depois disso.


E, como me ensinou Alan Brizotti, um amigo querido: "Elas acabam sendo úteis para curar a outros". Não são os êxitos que curam. Mas o que ficou em nós depois da provações e lutas com Deus. 


Como foi com Jesus (Homem de dores e que sabe o que é padecer!) que, mesmo depois de voltar dos mortos e com um corpo bem diferente do que tinha (que até podia ultrapassar portas e paredes), manteve uma coisa especial do corpo anterior - os sinais dos cravos. E com eles, curou o incrédulo Tomé.


A minha oração é que eu valorize cada minuto nesse processo de "marcação". E em silêncio, sem queixume ou apontamento de possíveis promotores desse momento para além de Deus, acertando-me com Ele. E valorize, o que quase ninguém quer. Que talvez até os anjos desejassem se lhes fosse permitido, mas que hoje, aos humanos, não trazem sucesso algum.



Lido em: Rubinho Pirola

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nossa consagração e inauguração da Cidade Mundial - 01/ 01/2012

O ano de 2012 começou pra mim de forma muito especial e com muitas mudanças, boas é claro! Realmente eu gostaria de encontrar alguma palavra que pudesse descrever tudo o que senti naquele lugar mas isso é simplesmente impossível, toda consagração de Bispo é sempre muito linda e emocionante mas ter o 1º dia do ano de 2012 e a inauguração da cidade Mundial como palco desse momento foi a maior alegria que já senti na vida, e vai ficar pra história desse ministério! Não sai da minha cabeça o momento em que o apostolo orou em lágrimas pedindo a Deus que tirasse da unção que havia na vida dele e colocasse na nossa, EU CREIO! Foi tão lindo ver o Bp Josivaldo em lágrimas super emocionado com aquele momento!! Enfim meus amigos foi tudo muito FORTE!! E agora passado os momentos de euforia é colocar os pés no chão, porque como o Ap. mesmo disse somos mais servos do que nunca! Então deixo com vocês o vídeo da nossa consagração!! Momento mais lindo de toda minha vida! O apostolo deu um verdadeiro manual de conduta pra quem quer verdadeiramente servir à Deus!!!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Gentileza

Bom Dia!! Eu estava precisando ouvir isso ... e divulgar também!!!


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O CASAMENTO É DE BARRO



“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra,..”
Por Josué Gonçalves

O casamento é como uma vasilha de barro que contém dentro um tesouro de valor incalculável. Quando lidamos com algo frágil, porém precioso, todo cuidado é pouco. O casamento é de barro porque é formado por duas pessoas que vieram do “barro”. A Bíblia diz: ”E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o folego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.” (Gn 2.7 – grifo do autor) O apóstolo Paulo ao escrever aos coríntios usou a mesma linguagem figurada, dizendo: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.” (2 Tm 2.20 – grifo do autor) Homem e mulher são “vasos de barro”, frágeis, limitados, quebráveis, finitos. O casamento do barro com barro, é igual ao barro. Como vaso de barro, o que é necessário para o seu casamento não quebrar?
1. Reconheça a fragilidade do casamento, ele é como uma vasilha de barro;
2. Reconheça o valor do conteúdo que essa “vasilha-casamento” transporta dentro dela. Vida, amor, alegria, felicidade, gozo, paz, completude... Tudo isso não tem preço.
3. Trate o seu casamento com muita honra;
4. Proteja o seu casamento dos ataques motivados pela inveja daqueles que não admitem o teu sucesso;
5. Lembre-se, um vaso de barro quando cai e quebra, mesmo depois de restaurado, colocado não é mais o mesmo;
6. Veja sempre o seu cônjuge como um “vaso de barro” que contém tesouros preciosos dentro de si;
7. Não permita que pessoas que não inspiram confiança estejam muito próximo do seu casamento, elas podem provocar a quebra do “vaso de barro – casamento”, e se isto acontecer, o prejuízo é irreparável.
Eu e a minha esposa estamos casados a vinte e seis anos, a cada dia eu vejo o quanto nós somos frágeis e precisamos um do outro para preservar o conteúdo que há dentro deste “vaso de barro”. Lembre-se, o valor do casamento não está na vasilha, mas sim no conteúdo que ele transporta. Que o Senhor seja glorificado sempre no seu casamento!
Um grande abraço!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Você chama isso de relacionamento?


Acabei de dar uma espiada na minha caixa postal de emails. Concentrei a atenção nos emails recebidos. A lista é imensa, classificadas em categorias do tipo:


. não lidos


. lidos e esquecidos


. lidos e com resposta pendente


. não sei porque ainda estão aqui


. não faço ideia do que se trata


. não sei quem é essa pessoa


. o que é que eu tenho a ver com isso


. meu Deus do céu, como deixei passar isso


dentre outras.


A maioria classificada na categoria:


. baixou, não posso ler ou responder agora, faço isso depois, esqueci porque baixaram mais, e agora não sei o que fazer com isso


Evidentemente me senti péssimo por deixar algumas pessoas sem resposta. Lamentei profundamente esse vácuo dos relacionamentos e comecei a pensar coisas do tipo:


. acho que isso já foi resolvido sem a minha ajuda


. cansou de esperar a minha resposta


. como será que as coisas se resolveram, se é que se resolveram


. será que ainda posso fazer alguma coisa


. o que é que as pessoas pensam de mim


. nossa, deve estar pensando que eu sou inacessível


O sentimento que me invadiu foi um misto de vergonha, culpa, e indignação. Na verdade um mistura de sentimentos que somados dá qualquer coisa muito ruím. Mas não me dei por vencido e me dediquei a fazer o que geralmente faço quando estou em apuros: pensar. Aprendi com Jesus: o antídoto contra a ansiedade é a reflexão – pare e pense, veja se o que você está sentindo é racional e justificável. Foi essa a recomendação que ele fez aos ansiosos: preste atenção nos passarinhos e nas flores, e veja se a sua ansiedade tem algum fundamento razoável, isto é, veja se faz sentido você se sentir desse jeito.


Foi então que me surgiram alguns insights, suficientes para que eu consiga ir para a cama um pouco mais leve, já que já passa das dez da noite e acabaram de chegar mais dezessete emails em minha caixa postal.


Considere comigo. Há apenas alguns anos, caso uma pessoa desconhecida ou de relacionamento distante desejasse falar com você, tal pessoa deveria (1) esperar até conhecer você pessoalmente e receber de você seu telefone de contato, momento quando você escolheria se iria informar o telefone particular ou de trabalho, ou (2) acessar você através de uma pessoa conhecida, um amigo comum por exemplo, ou então (3) fazer contato ligando no seu local de trabalho para encaminhar assuntos profissionais. Mas as redes sociais abriram um acesso de relações jamais imaginado e impossível de ser controlado.


O celular deixa você à distância de alguns toques no teclado e você recebe torpedos desnecessários com comentários bobos de gente que se julga íntima. O twitter (quem mandou ter twitter?) faz surgir em suas mentions comentários do tipo “chupa @edrenekivitz” logo em seguida ao primeiro gol do Corinthians num jogo em que os gambás tomaram de 3. Desconhecido o remetente, não respondi, até porque não gosto de bater em bêbado.


Mas o sério mesmo é o email. Os maiores culpados são os caras que desconhecem o significado daquele CCo na terceira linha do cabeçalho do email a ser enviado. Recebo um sem número de emails circulares com cópias abertas, e fico sabendo do email de um montão de gente com quem não tenho qualquer contato pessoal. Caso os emails coletivos fossem enviados com Cco, isto é, cópia oculta, minha privacidade e a dos meus pares seria protegida. Mas em tempos de www. privacidade é algo ultrapassado.


Outro dia mesmo eu estava almoçando na residência de uma família amiga e alguém me fotografou à mesa para postar no seu facebook ou twitter, sem a menor preocupação em saber se eu queria que minha vida privada fosse compartilhada com seus quatrocentos e vinte e sete “amigos”.


O email e o twitter substituiram o contato pessoal. Isso signfica que antigamente o número de pessoas com quem teríamos algum contato que demandaria resposta cabia na agenda diária. Algo semelhante ao que acontece com os médicos. Você deseja uma consulta com o Dr. Fulano De Tal? Marque uma consulta. Caso ele não possa atender você nessa semana, aguarde o próximo horário disponível, pois o Dr. Fulano De Tal só consegue atender oito pessoas por dia. Mas imagine que o e-mail do Dr. Fulano De Tal fosse público e que em média ele recebesse 40 mensagens de possíveis pacientes contendo relatos de situações pessoais com descrições de sintomas e histórico de exames e tratamentos aos quias já se submeteram. Imagine também que alguns desses constassem URGENTE no campo Assunto do cabeçalho do email. Certamente chegaria o dia quando o Dr. Fulano De Tal olharia sua caixa postal e se daria conta de centenas de mensagens pendentes não respondidas e algumas inclusive sequer lidas. E provavelmente seria invadido por um peso imenso, pensando no destino de cada um dos pacientes que fizeram contato virtual.


Foi o que aconteceu comigo hoje.


Ed René Kivitz

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Por mais difícil que seja, não desista...


Por mais difícil que seja, lembre-se que...
Há sempre um José cheio de integridade, ainda que a maioria não pense duas vezes antes de vender o irmão aos ismaelitas.
Há sempre um Daniel com vida de oração, mesmo em ambientes milimetricamente marcados pela estratégia dos invejosos.
Há sempre um Moisés que, ouvindo a Deus, prefere deixar as mordomias próprias de príncipe para viver num deserto escaldante - mas debaixo da direção do Senhor.
Há sempre um Davi cheio de bondade e coragem, para cada Saul que se levanta consumido de despeito e ódio.
Há sempre uma palavra de esperança: “Nem eu tampouco te condeno, vai e não peques mais”, pra cada multidão pronta para apedrejar.
Há sempre um lugar à sombra do Altíssimo (Salmo 91:1) para todo aquele que, servindo a Jesus, foi expulso de seu próprio espaço.
Por isso, não desista; vá em frente, continue servindo ao Senhor. Ele mesmo providenciará que José esteja ao seu lado. O Todo Poderoso levantará não um, mas vários amigos como Daniel, pra sustentar você em oração. Ele colocará ao seu lado um Davi, cuja vida será sempre marcada pelo equilíbrio entre a bondade e a coragem.
Sim, Ele faz isso.
Ainda hoje.
Por: Samuel Costa

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Quando desobedecer é a única saída




Por Hermes C. Fernandes

Daniel viveu na Babilônia por muitos e muitos anos, talvez até o fim de sua vida. Sobreviveu a vários reinados. Assistiu à Babilônia ser tomada das mãos dos Caldeus, e entregue aos medos e persas. Independente de quem estivesse no poder, Daniel se mantinha fiel à sua consciência. Ele não estava comprometido com uma ideologia ou império, e sim com o Deus de seus pais. 

Durante o reinado de Dario, o rei medo, Daniel foi vítima de uma conspiração. 
 
“Todos os presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores concordaram em que o rei devia baixar um decreto e fazer firme o interdito, que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões” (Dn.6:7).

A arapuca estava armada. Bastava flagrar Daniel orando ao seu Deus para que este fosse lançado na cova dos leões. Era uma questão de tempo. Mas não muito tempo. 

“Ora, quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém, e, três vezes ao dia, se punha de joelhos, orava e dava graças, diante do seu Deus, como também antes costumava fazer” (v.10).

Pode parecer simples, porém, orar é muito mais do que uma prática religiosa. Orar é conspirar! Orar é sabotar! Orar é emperrar as engrenagens deste mundo. É denunciar as injustiças. É ser cúmplice de Deus na implantação do Seu Reino na Terra. É, portanto, uma atitude subversiva, revolucionária. 

Quem deixa de orar, acaba por conformar-se com o mundo. Perde a esperança. Torna-se cínico. 

Daniel não se dobrou ante aquele decreto injusto. Ele o desobedeceu conscientemente. 

Como podemos desobedecer a autoridades constituídas por Deus? Isso não contraria o ensino das Escrituras em Romanos 13?

“Toda pessoa esteja sujeita às autoridades superiores, pois não há autoridade que não venha de Deus. As autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso, quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus” (Rm.13:1-2a).

Mas não foi justamente isso que fizeram as parteiras hebréias que receberam ordem de Faraó para que matassem todos os recém-nascidos do sexo masculino? E se houvessem obedecido, o que teria sido de Moisés? 

Como resolver este conflito? Creio que a resposta pode ser encontrada no episódio em que as autoridades judaicas proíbem os apóstolos Pedro e João de proclamarem o Evangelho e ensinarem em nome de Jesus (At.4:18).
Observe a resposta que eles deram:

“Julgai vós se é justo, diante de Deus, obedecer antes a vós do que a Deus?”(At.4:19).

Devemos obedecer às autoridades civis, desde que suas ordens e leis não conflitem com a vontade de Deus revelada nas Escrituras. 

Um cristão verdadeiro não vai obedecer a seu chefe quando este lhe mandar mentir ou trapacear. Ainda que isto lhe custe a demissão. 

Igualmente, os filhos devem submeter-se aos pais, bem como as esposas aos seus maridos, mas jamais trair a sua consciência fazendo o que for contrário à Palavra de Deus. 

Temos o dever de rebelar-nos contra leis injustas, que favorecem a uns à custas de outros. Ainda que os beneficiados sejamos nós mesmos. 

Insurgir-se contra a injustiça pode nos custar caro. Dietrich Bonhoeffer, proeminente teólogo alemão, pagou com sua própria vida, por resistir à autoridade nazista em nome de sua fé. A justificativa de seu ato pode ser encontrada no livro "Resistência e Submissão", de sua autoria. 

Ao ser flagrado em oração, Daniel foi lançado na cova dos leões, conforme previa a lei. Porém, o Deus a quem devia total lealdade enviou Seu anjo para impedir que fosse devorado pelas feras. 

Não devemos temer às ameaças daqueles que se nos opõem. Mesmo que não recebamos um livramento semelhante ao de Daniel, terá valido a pena manter-nos fiéis à nossa consciência.